Desde 2004 o mestrado do Programa de Pós-graduação em Geografia da UFPA/PGEO/UFPA compõe o quadro da pós-graduação brasileira. Passaram-se dez anos, consubstanciamo-nos em mestrado de referência acadêmica e científica regional. Os números da produção acadêmica ressaltam isso: são 220 artigos publicados; 29 livros publicados; 222 capítulos de livro, 340 artigos publicados em anais de eventos; 189 resumos em anais; 344 apresentações de trabalho em eventos; 263 Trabalhos Técnicos; 191 Dissertações orientadas; 12 Teses orientadas; 4 Coorientações de Tese; 747 Trabalhos de Conclusão de curso Orientados, 208 Orientações de Iniciação Científica, dentre outros números que ressaltam a magnitude do programa.

O corpo docente, a estrutura curricular, as disciplinas, os grupos de pesquisa, as dissertações, as atividades acadêmicas e institucionais, as publicações em periódico, livros e anais, bem como os temas aglutinadores das mesmas refletem um intenso, abrangente e profícuo diálogo com entidades de educação popular, sindicatos, associações representativas de comunidades quilombolas, comitês de bacias, diretorias de unidades de conservação, de reservas e de assentamentos da sociedade brasileira e, em particular, amazônica. Interlocução com os movimentos da sociedade, no sentido proposto por Pierre Bourdieu de participação objetivada, cujos rumos estão entre os pontos de pauta das reuniões do colegiado e dos seminários de planejamento do programa. Podemos dizer que é no interior desse movimento comunicacional e dialético que o mestrado do programa se construiu ao longo de sua primeira década. Dele brotaram nossos critérios de credenciamento e recredenciamento, a configuração do corpo docente e das atuais linhas de pesquisa.

Nossos docentes integram entidades científicas tais como Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP); Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB); Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Pará (CREA-PA); Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR); Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas..

O mestrado tem dezesseis (16) pesquisadores, sendo doze (12) permanentes e quatro (4) colaboradores. Trata-se de uma equipe composta por nove pesquisadores com doutorado em Geografia, dois em Desenvolvimento do Trópico Úmido, um em Educação, um em Arquitetura, um em Desenvolvimento Econômico e um em Ecologia da Pesca. Seus douramentos em diferentes universidades brasileiras cinco na USP, dois na UNESP, um na UFRJ, um na UFPB, um na UNICAMP, dois Na UFPA, um no INPA(AM), dois na Europa. Para compor o quadro docente do programa faz-se necessário solicitar credenciando nos momentos em que o colegiado delibera por lançar edital para este fim. 

Atualmente treze docentes do PPGEO pertencem aos quadros da UFPA, destes sete pertencem a Faculdade de Geografia e Cartografia. São: Carlos Alexandre Leão Bordalo - Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido-NAEA/UFPA; Christian Nunes da Silva- Doutorado em Ecologia Aquática e Pesca-PPGEAP/UFPA; Clay Anderson Nunes Chagas-Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido-NAEA/UFPA; João Márcio Palheta da Silva. Doutorado em Geografia UNESP- PP; João Santos Nahum . Doutorado em Geografia UNESP-RIO Claro; José Márcia Aparecida da Silva Pimentel. Doutorado em Geografia USP; Márcio Douglas Brito Amaral- Doutorado em Geografia USP; Maria Goretti da Costa Tavares- Doutorado em Geografia UFRJ. Três docentes integram o Núcleo de Meio Ambiente, Gilberto de Miranda Rocha- Doutorado em Geografia USP, Sérgio Cardoso de Moraes Doutorado em Educação UFPB; Cláudio Fabian Szlafsztein- Doutorado em Ciências Naturais (Geografia) pela Christian-Albrechts-Universitat zu KIEL; um provem do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior- Doutorado em Geografia USP; um pertence a Faculdade de Arquitetura, José Júlio Ferreira Lima- Doutorado em Arquitetura- Oxford Brookes University, um compõe quadro do Campus da UFPA de Altamira, José Antônio Herrera Doutorado em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente-UNICAMP. 

Tendo sete professores do PPGEO pertencentes à Faculdade de Geografia e Cartografia nos permite pensar os rumos do programa contando com a colaboração da direção da Faculdade. Isso torna as reuniões participativas e o envolvimento de maior número de pessoas com a vida do programa. O corpo docente do programa está motivado, sobretudo após a conquista da nota 4 na última avaliação da Capes. Percebemos, depois de dez anos, a necessidade de avançar na construção e consolidação uma cultura acadêmica de pesquisa e pós-graduação. Todos os docentes integram grupo(s) e projetos de pesquisa, seja coordenando ou mesmo como participante; bem como tem bolsistas de iniciação científica; temos um Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq- Nível 1D e dois Bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2, em nossos quadros, quatro docentes com pós-doutoramento, sendo três docentes na Europa e um na USP, o que exige exposição dos resultados na forma de textos em artigos em revistas qualificadas ou mesmo em livro. Isso é a base para coerência e consistência do programa. 

Neste quadro docente identificamos, a partir dos critérios da área de geografia, um número de dez pesquisadores em condições para compor o quadro do curso de doutorado. Neste grupo temos os professores Christian Nunes da Silva- Doutorado em Ecologia Aquática e Pesca-PPGEAP/UFPA; Clay Anderson Nunes Chagas- Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido-NAEA/UFPA; João Márcio Palheta da Silva. Doutorado em Geografia UNESP- PP; João Santos Nahum- Doutorado em Geografia UNESP-Rio Claro; Márcio Douglas Brito Amaral- Doutorado em Geografia USP; Maria Goretti da Costa Tavares- Doutorado em Geografia UFRJ, pós-doutorado na área de Geografia do Turismo no Laboratório MIT (Mobilités, Itinéraires, Tourismes) no Instituto de Geografia da Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne, Paris-França (2006 - 2007); Gilberto de Miranda Rocha- Doutorado em Geografia USP, pós - doutorado em Economia Dell´Ambiente e Dello Sviluppo (Università Degli Studi Roma Tre (Roma, Itália, 2014) e pós - doutorado em Ordenamento Territorial (Universite Paris 13NORD, Paris, 2015); Cláudio Fabian Szlafsztein- Doutorado em Ciências Naturais(Geografia) pela Christian-Albrechts-Universitat zu KIEL; Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior- Doutorado em Geografia USP, Pós-Doutorado em Políticas Urbanas no Institut des Hautes Études de l' Amérique Latine (Université Paris III/Sorbonne Nouvelle), França (2006-2007); José Antônio Herrera Doutorado em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente-UNICAMP. Além do quais, externo ao PPGEO, temos compondo o corpo docente do curso de doutorado o professor Gutemberg Armando Diniz Guerra, doutor em Sócio- Economia do Desenvolvimento pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, Pós-doutor pela Columbia Universtiy in New York City (2009), pesquisador do Programa de Pós-graduação em Agriculturas Amazônicas do Núcleo de Ciências Agrarias e Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Pará. Todos integram o corpo docente da Universidade Federal do Pará. Trata-se de uma equipe com cultura científica de pós-graduação, que prima pela pesquisa qualificada e formação de pesquisadores, com três bolsistas produtividade e quadro pós-doutores. Os números demonstram isso, senão vejamos, de 2012 até março de 2015 foram 44 publicações em periódicos nos estratos de A1 a B2; 90 publicações entre livros e capítulos de livros; 32 projetos de pesquisa e extensão captando recursos da CAPES, CNPq, FAPESPA, IDESP, IPHAN, SEBRAE, PROEXT, dentre outros; 154 Orientações de Trabalhos de Iniciação Científica, 543 Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação, 115 Monografias de Especialização, 144 Dissertações de Mestrado, 4 Coorientações de Tese de Doutorado e 7 Teses Orientadas.

O reconhecimento da importância acadêmica, científica, institucional e política do Programa para Amazônia demostra-se também pela origem dos discentes. O programa absorve estudantes do estado do Pará e de outros estados da região, provenientes de instituições de ensino superior, profissionais de outras autarquias e de órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Contamos até o final de maio de 2015 com 121 alunos egressos e 121 dissertações defendidas e 44 discentes matriculados. Esses números revelam a inserção social e regional do Programa, que possibilita aos discentes do estado do Pará e de outros estados, tais como Maranhão, Amapá e Tocantins, cursarem pós-graduação pública, gratuita e, sobretudo de qualidade, pois contamos com um quadro qualificado de docentes que vivifica, aprimora e inova no campo geográfico da região. Desde o processo seletivo de 2014 o Programa visa atrair alunos estrangeiros. O que veio a dar resultados no processo seletivo de para o ano de 2015, pois foram aprovados um aluno da Bolívia e um de Cabo Verde, bem como temos um docente de Cuba realizando estágio de pós-doutoramento, fruto de um projeto desenvolvido pelo professor Cláudio Fabian Szlafsztein. A vinda de discentes da Latino-América e da África expressa nossa intenção de dialogar com sociedades e espaços que tem sua formação socioespacial semelhantes à brasileira.

Nossa contribuição para a sociedade amazônica é intensa e abrangente, destacando-se na formação de pesquisadores que ingressam na carreira do ensino superior em instituições de ensino federal e estadual. É constante a participação de nossos egressos nos processos seletivos para provimento de cargo de ensino superior, bem como no preenchimento das vagas. Assim temos cinco (05) na Universidade Federal do Pará, três (06) na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), três (03) na Universidade Estadual do Pará (UEPA), um (01) na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), um (01) na Universidade Estadual do Amapá (UEAP), um (01) na Universidade Federal do Amapá quatro, (06) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), (01) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP) na Universidade Federal do Pará – cinco (05) no Campus de Marabá e três (03) no Campus de Altamira. Temos egressos aprovados em concursos públicos ou contratados em instituições, autarquias e empresas diversas como POLÍCIA MILITAR DO PARÁ, IDEFLOR, COSANPA, SUDAM, INCRA, PRODEPA/PARÁ, EMBRAPA, MPEG, IBAMA, ICMBIO, VALE, CODEM/PARÁ, SEFIN/PARÁ, ADEPARÁ, IPHAN, EMATER, SETUR/PARÁ, SIPAM, IDESP/PARÁ, INPE, DNPM, CPRM, ITERPA/PARÁ, SEMA/PARÁ, SEPAQ/PARÁ, IBGE.

Contribuímos para o processo de interiorização do curso de geografia da Universidade Federal do Pará. Nossos docentes atuaram e atuam na formação de licenciados e bacharéis em geografia nas cidades de Juruti, Parauapebas, Oriximiná, Nova Esperança do Piriá, Abaetetuba, Castanhal, Breves, dentre outros, permitindo a qualificação profissional de centenas de geógrafos, pois além de ministramos disciplinas orientamos os trabalhos de conclusão de curso. 

Do ponto de vista institucional, a criação do curso de doutorado do PPGEO está em consonância com o Plano de Desenvolvimento Institucional PDI (2011-2015) da UFPA, que tem um conjunto de ações no sentido de apoio aos “grupos de pesquisa novos ou em consolidação serão alcançados por uma política de expansão da atividade pesquisa e atendidos com ações específicas que visam garantir as condições para o seu desenvolvimento pleno, compreendendo: a) o apoio ao estabelecimento de uma base de pesquisa para pesquisadores que estão iniciando essa atividade na UFPA, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e recursos de custeio e capital, no âmbito do Programa de Apoio ao Doutor Pesquisador – PRODOUTOR, incluindo os subprogramas de Apoio ao Recém-Doutor – PARD e de Apoio ao Doutor Recém-Contratado – PARC; b) o financiamento da interação com grupos de pesquisa externos, do país e do exterior, para o estabelecimento de parcerias em pesquisa, por meio do Programa de Apoio à Cooperação Interinstitucional – PACI; c) o financiamento do comparecimento a eventos científicos no país por meio do Programa Institucional de Apoio à Produção Acadêmica – PIAPA; d) o apoio financeiro à organização de eventos locais ou regionais, por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos – PAEV; e, e) a formação de novos pesquisadores para os grupos de pesquisa, por meio do Programa de Apoio à Qualificação de Servidores Docentes e Técnico-Administrativos – PADT.”. (UFPA, PDI, 2011, p. 119). Portanto, a consolidação dos programas existentes, como é o caso do PPGEO, e a abertura de cursos de doutorado fazem parte da política institucional.

O mestrado do Programa, portanto, é protagonista regional na formação de docentes, pesquisadores e demais profissionais que atuam tanto em instituições superiores de ensino, como em órgãos de planejamento e gestão públicos, privados e do terceiro setor, compondo equipes multidisciplinares para formulação, implementação e avaliação de processo de planejamento, de planos, de programas e projetos. Nosso protagonismo leva-nos a visualizar que temos no horizonte regional a demanda pela criação de um curso de doutorado.

Uma década de Programa permitiu-nos entender que a influência do mestrado ultrapassa a região metropolitana de Belém e mesmo do estado do Pará. No entanto, para continuarmos referência na Pós-Graduação em Geografia temos que dialogar com alguns desafios. Faz-se necessário construirmos um pensar geográfico com sotaque de Amazônia, que contribua de forma efetiva para o desenvolvimento e inovações científicas e tecnológicas na região. Para tanto, realizamos reuniões de avaliação do programa e nelas emerge a identidade amazônica, algo que nos singularize no quadro dos programas de pós-graduação em geografia no país, uma vez que pelo seu legado histórico a posição geográfica o Pará, e em especial a cidade de Belém, tem sido porta de entrada na Amazônia. Indicando que nossa responsabilidade acadêmica, científica, institucional e política na condução dos rumos da pesquisa qualificada e na formação de pesquisadores deve se estender, portanto, a toda à Amazônia, no sentido de revelar as diferentes amazônias. É imperativo para a sociedade brasileira e, em particular, a amazônica, que pesquisadores amazônicos formem pesquisadores na Amazônia ao nível de doutorado, assim criarem um conhecimento geográfico com terra de baixo da unha e que muito contribui para crítica ao discurso pré-construído dos porta-vozes da região. Conhecimento típico de um Centro de Excelência em Geografia da Amazônia, para o qual o curso de doutorado é a pedra angular, substrato que desencadeará um novo capítulo na análise, interpretação e proposição de temas relacionados a organização e gestão do território nesta parte da América Latina.

É isso que nos motiva a propor um curso de doutorado para o Programa de Pós-Graduação em Geografia centrado na área de concentração Organização e Gestão do Território, focando agentes, processos, conflitos e escalas. A partir desta temos duas linhas de pesquisa Dinâmicas Territoriais na Amazônia e Dinâmicas da Paisagem na Amazônia. Assim, temos por objetivo principal constituir um espaço acadêmico e institucional de formação de pesquisadores doutores em geografia da Amazônia, que possa lê-la criticamente sua organização e gestão do território, por dentro e para além das representações externas dominantes.

Leitura que prima pela articulação teórico-prática, conceitual-empírica da problemática amazônica, expressada nas dissertações elaboradas no programa, que apresentam um olhar diferenciado sobre situações geográficas da gestão e organização do espaço. Podemos mesmo dizer que os temas das pesquisas são profundamente autobiográficos e trazem um componente de atualidade, crítica e análise científica de problemas que afligem os vários quadrantes da região. Portanto, convidam à negação de concepções de Amazônia e de gestão espacial enraizadas nos poderes públicos municipal, estadual e federal. 

Os grupos de pesquisas que compõem o Programa constituem o espaço acadêmico e institucional fomentador de estudos, elaboração, divulgação e publicação dos docentes. Neles predomina o diálogo entre pesquisadores de diferentes Instituições nacionais e internacionais, que tem orientações científicas e abordagens teóricas e metodológicas distintas, mas em comum a preocupação de construir uma abordagem dos problemas concernentes a organização e gestão do território na Amazônia. No doutorado tais grupos formam Laboratórios de Ordenamento Territorial da Amazônia, Laboratório de Geografia Agrária da Amazônia; Laboratório de Estudos Urbanos; Laboratório de Estudos Climáticos, dentre outros. Hoje, no Programa temos os seguintes grupos de pesquisa:

a) Grupo de Estudos Geográficos Costeiros de Marajó, coordenado pela Prof.ª. Drª. Carmena Ferreira de França e pela Prof.ª Drª. Márcia Aparecida da Silva Pimentel: pesquisas na área da Geografia Física, com enfoque principal sobre geomorfologia, biogeografia e paisagem costeira. Está ligado à Faculdade de Geografia e Cartografia e ao Programa de Pós-Graduação em Geografia, da Universidade Federal do Pará. Congrega experiências e dados acumulados pela equipe através de levantamentos de campo e de laboratório sobre a margem leste da Ilha de Marajó e as Microrregiões Bragantina e do Salgado Paraense, além de um acervo bibliográfico, cartográfico e satelitário. 

b) Grupo Acadêmico Produção do Território e Meio Ambiente na Amazônia (GAPTA), coordenado pelo Prof. Dr. João Márcio Palheta da Silva. Objetiva unir alunos da graduação e da pós-graduação assim como, o intercâmbio com outros pesquisadores em universidades no Pará, no Brasil e no exterior, com intuito de contribuir com as análises sobre a dinâmica territorial do desenvolvimento, questões referentes ao meio ambiente amazônico e a gestão territorial urbana e rural na Região Amazônia, produzindo reflexões que possam contribuir com o avanço do conhecimento dentro das ciências humanas, especialmente da Geografia, e outras áreas do conhecimento.

c) Grupo de pesquisa: Dinâmicas Territoriais do Espaço Agrário na Amazônia (GDEA), coordenado pelo Prof. Dr. João Santos Nahum. Reúne docentes e discentes da graduação e da pós-graduação em Geografia da UFPA e de outras instituições de ensino superior que têm como propósito investigar, analisar e elaborar sínteses acerca das dinâmicas territoriais do espaço agrário na Amazônia, principalmente àquelas envolvendo camponeses, ribeirinhos e quilombolas. Contribuindo, portanto, para compreensão das problemáticas e desafios relacionadas aos usos do território na Amazônia neste início de século XXI. 

d) Observatório das Metrópoles, na linha Dimensão Socioespacial da Exclusão/Integração nas metrópoles: estudos comparativos, da qual faz parte o Prof. Dr. José Júlio Ferreira Lima.  Analisar a evolução do quadro de desigualdades socioespaciais das metrópoles quanto ao acesso ao bem-estar urbano e às oportunidades no período 1980/2000, bem como identificar a relação destas desigualdades com os processos intra-metropolitanos de diferenciação, segmentação e segregação residencial.

e) Grupo de Geografia do Turismo (GGEOTUR) - Turismo e Desenvolvimento Socioespacial na Amazônia, coordenado pela Prof.ª Drª. Maria Goretti Tavares. O grupo desenvolveu em 2010-2011 o projeto de pesquisa Turismo, Sociedade e Desenvolvimento territorial na Amazônia: o turismo de base comunitária no estado do Pará descrição: objetivos: geral: analisar as possibilidades e os limites do turismo de base comunitária no sentido de identificar em que medida o mesmo pode possibilitar o desenvolvimento território e socioespacial na Amazônia brasileira, tomando como exemplo os Polos do Marajó e do Tapajós. 

f) Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Desastres na Amazônia – PEGEDAM, coordenado pelo Prof. Dr. Claudio Fabian Szlafsztein. Os trabalhos desenvolvidos até o presente pelo grupo de pesquisa assim como o planejamento das futuras atividades procuram o subsídio às ações de gestão pública nos estado e municípios amazônicos com relação à temática de análise e gestão de riscos de desastres naturais ou não.

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